Desde “Poemas da Carapinha” (1978), até este “Axéconchego em face do fuzuê”, Cuti assumiu o compromisso de produzir uma literatura empenhada em combater e desmontar as estruturas coloniais de nossas vidas, mas não a partir de um denuncismo repetitivo e retórico, que, por vezes, atravessa nossa produção contemporânea. Em sua obra, as dimensões ética, estética e his-tórica se imbricam. Cuti compreendeu, desde o início, que o racismo se estruturou a partir do uso da força como linguagem, produzindo um imaginário e um psiquismo feridos de morte. Nesse sentido, a literatura foi convocada a inscrever a luta pela humanidade e cidadania em uma empreitada de inversão dessa equação.

Dimensões 1 × 14 × 21 cm

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