"Firmina é uma narrativa híbrida, que pode ser lida tanto em perspectiva histórica quanto biográfica. Reconstruindo com precisão a ambientação social e psicológica que fundamenta e configura o universo mimético vivido pelas personagens, e propondo umatrama complexa de viés tipicamente romântico, Bárbara nos ofereceuma história instigante e que nos leva a refletir. Ao retratar os dilemas e conflitos internos vividos pela protagonista, uma jovem professora negra engajada na luta abolicionista que se apaixona por um deputado branco defensor da manutenção do sistema escravagista,a autora explora a dimensão humana de Maria Firmina dos Reis, afastando-se, assim, de perspectivas mitificadoras e deificantes frequentemente atribuídas à sua figura." - Rafael Balseiro ZinEditora: MalêAno: 2019Idioma: PortuguêsISBN: 8592736633Dimensões : 20.6 x 14 x 1 cm Descrição: 220 páginas - brochura
Copo quebrado é o apelido de um ex-professor, amante de vinho tinto e um dos mais assíduos frequentadores do bar O crédito acabou um bar dos mais atípicos de Brazzaville (Congo).O dono do bar, Escargô cabeçudo, lhe confiou a tarefa de imortalizar em um caderno a vida e as histórias dos frequentadores do bar. Nesta farsa metafísica, onde o sublime se mistura com o grotesco, Alain Mabanckou nos mostra um retrato vivo e saboroso de uma realidade africana, incorporando alusões literárias e humor.Os frequentadores do bar O crédito acabou estão dispostos a compartilhar suas histórias. Histórias que, junto com as reflexões do narrador sobre sua própria vida e a comunidade onde vive, preenchem as páginas deste celebrado romance.Editora: MalêAno: 2018Idioma: PortuguêsISBN: 8592736323Dimensões : 20.8 x 14 x 1.2 cmDescrição: 184 páginas - brochura
Após ser abandonado por sua companheira e por sua filha, o protagonista de Black Bazar, seguindo o conselho de um amigo, o escritor haitiano Louis-Philippe Dalembert, compra uma máquina de escrever e começa a registrar um diário das experiências e sentimentos que a separação o faz suscitar. O narrador de Black Bazar nutre uma paixão, a moda. Vivendo em um apartamento simples, mas se vestindo com os melhores ternos, como um dândi africano, o narrador de Black Bazar segue o padrão estético da SAPE - Sociedade de Ambientadores e de Pessoas Elegantes, fundada na favela de Bacongo, na República Democrática do Congo, nos anos 1960, quando o país estava sob comando do ditador Mobutu Sese Seko e era ainda conhecido como Zaire. Os sapeurs usavam ternos de cores fortes e corte meticuloso, destoando do cenário de pobreza e representando uma ofensa ao governo da época.Editora: MalêAno: 2020Idioma: PortuguêsISBN: 6587746004Dimensões : 21 x 14 x 2 cm Descrição: 220 páginas - brochura
Em Esboços de um tempo presente Rosane Borges faz uma radiografia das relações sociais do Brasil atual. Dividido em três capítulos - Cultura e política, Polifonias midiáticas e Questões de gênero, racismos e afins - a autora analisa temas como o ódio nas redes sociais, a política global e seus impactos no Brasil, a cultura negra, além de comentar alguns programas de televisão, filmes e fatos amplamente midiatizados.Terra, água, fogo e ar. Os textos de Rosane Borges, aqui reunidos, nos aterram a saberes ancestrais e textos clássicos; nos banham com percepções sutis de quem vive aberta a sentir o mundo; nos inflamam com a força de luta necessária à transformação social, nos arejam com um frescor criativo de palavras bem postas. Os elementos da natureza, caros à matriz africana de se (re)ligar à vida, estão presentes neste livro que nos convida à alquimia de (re)interpretar o mundo.Editora: MalêAno: 2021Idioma: PortuguêsISBN: 859273603XDimensões : 15 x 11.2 x 1.8 cmDescrição: 140 páginas - brochura
O livro reúne textos inéditos de 18 escritores brasileiros oriundos de diferentes regiões do país. A partir dos contos criados com base na mitologia das religiões de matriz africana, Marcelo Moutinho, organizador do livro, afirma que "a ideia é tentar iluminar uma cultura de admirável força alegórica que costuma ser ignorada no Brasil, embora seja tão definidora de nossa gênese".A seleção dos autores varia em amplitude geográfica, além de raça, gênero, idade, estilo. O elenco é composto por novos talentos, como Itamar Vieira Junior e Geovani Martins, e escritores consagrados como o compositor Nei Lopes, que soma mais de 40 títulos publicados. A escolha dos orixás coube aos próprios autores. Jornalista, escritor, sociólogo e pesquisador da afrodescendência no Brasil, Muniz Sodré comenta, na orelha, que o livro parece dar voz a divindades negras. “Não dá para desfiar um a um os contos do volume, como se fossem contas de um rosário. Dá para anunciar o encantamento da leitura. São pequenas joias narrativas, em graus diversos de intensidade literária, que remetem a um universo de crenças e de pertencimento”, diz.Editora: MalêAno: 2021Idioma: PortuguêsISBN: 6587746535Dimensões : 14 x 1.5 x 21 cmDescrição: 224 páginas - brochura
Publicado em 1967, este romance magistral trata do difícil processo de independência do Quênia, e das dúvidas e lealdades que cada um leva consigo. Mugo é um homem solitário, tido como herói pelos habitantes da aldeia de Thabai. Ele atuou ao lado de Kihika, mártir da luta contra o domínio inglês e, durante o tempo em que ficou preso, nunca delatou seus companheiros, nem mesmo sob tortura. Com a chegada do dia da independência, ex-ativistas planejam expor e executar o suposto traidor que levou Kihika à morte. Sombras começam então a pairar sobre todos. Um grão de trigo narra eventos marcantes da história africana, com personagens humanos, hesitantes e passionais, mas capazes de grandes feitos.Editora: AlfaguaraAno: 2015Idioma: PortuguêsISBN: 8579624061Dimensões : 23.2 x 15 x 1.8 cmDescrição: 304 páginas - brochura
Aqui é Ketu Três, lar do povo melaninado, filhos dos Orixás; a metrópole governada por sacerdotisas-empresárias e tecnologias fantásticas movidas a fantasmas. Jamila Olabamiji, filha de Ogum, só quer se tornar a maior engenheira de Ketu Três. Nada demais. Porém, é difícil manter o foco quando se tem de lidar com um pai ocupado em três empregos, uma namorada patricinha e encrenqueira, e um valentão da escola que a atormenta sempre. É complicado também ter esses sonhos sobre feras, lua cheia, sangue e destruição. Jamila só queria ficar de boa no quarto construindo dispositivos incríveis…. Provocaram tanto a menina, que ela acabou despertando uma fúria capaz de arruinar a cidade inteira! Pronto, agora virou alvo de cientistas inescrupulosos, agentes das Corporações, e até monstros gigantes que querem arrasar com tudo; ela, então, se vê obrigada a colaborar com um grupo clandestino que quer derrubar a elite psíquica que governa a metrópole! Muita coisa aí tem dedo daquele valentão que ela detesta tanto, Jamila tem certeza…Mas estou dizendo: não se metam com a Jamila Olabamiji, ou a fúria dessa filha de Ogum vai acabar partindo o mundo ao meio…Editora: MalêAno: 2019Idioma: PortuguêsISBN: 8592736463Dimensões : 20.8 x 13.8 x 1.8 cmDescrição: 286 páginas - brochura
Que efeito podemos esperar hoje de um livro de contos (Ou quase contos, ou quase poemas quase contos de tão prosipoéticos) que, dispondo de pseudo pistas de autobiografia, memória, autoficção, e de intertextualidade e de jogo narrativo compósito e debochado do autor, lança mão de uma linguagem que procura desbancar os diversos cacoetes da escrita criativa "erudita" e "literária"? Uma resposta pode ser encontrada (ou melhor, inferida e sobretudo usufruída) nos contos-retratos (um golpe de mestre, aliás, essa estratégia de narrativa) que Aversão oficial, de Paulo Dutra, expõe, mirando certeiramente a contramão da literatice. (Paulo Roberto Sodré)Editora: MalêAno: 2018Idioma: PortuguêsISBN: 8592736374Dimensões : 20.8 x 13.6 x 1.2 cmDescrição: 88 páginas - brochura
Em A cor da demanda, Éle Semog lança seu olhar afiado como lâmina em brasa sobre as realidades que ora nos afligem, ora nos enternecem. Seus poemas traduzem com uma sinceridade emocionante, e sem concessões, as conexões que o poeta traça com “os urbanos”, “com as mulheres”, “com o romance”, “com as crianças”, “com o machismo” e com o “racismo” – esta chaga que constitui e conduz as nossas sociabilidades. A cor da demanda é poesia pura, organismo vivo, boêmia e labor e, também, história reexistida – como bem idealizaram os escritores que, com Semog, no final da década de 1970 pensaram e escreveram o que se entende por literatura negro-brasileira. Nesta reexistência, a demanda é pelo estado de alerta para o que das negritudes vem sendo sequestrado, como dito no poema Na boca do povo, “Dizem de mim infernos. Só não falam de mim, o céu que me querem tomar.” O olhar do poeta, nesta coletânea, é quase sempre voo rasante sobre as superfícies da vida, quase às toca, segue livre; em alguns momentos mira a África, estrela iluminada na consciência afro-brasileira, “Como é bom poetar desde lá d’África. Não há griot que esqueça! Não há sorte que arrefeça!”. Dos múltiplos pontos de observação transformados em poesia, Semog mantém-se firme em impregnar o livro da sua existência de lutas, lutos e vitórias.Editora: MalêAno: 2018Idioma: PortuguêsISBN: 8592736250Dimensões : 20.8 x 13.4 x 1.2 cmDescrição: 180 páginas - brochura
Negra Soul é u despertar de um outro mundo possível, onde a poesia e a música são os alicerces da dança da vida, através do protagonismo negro, do empoderamento das mulheres, da visão numinosa e da presença no aqui e agora.Editora: AlternativaAno: 2016Idioma: PortuguêsISBN: 9788593043017Descrição: 79 páginas - brochura
Os quinze contos de "Amar antes que amanheça" criam um painel sobre os diversos tipo de amor. Cristiane Sobral apresenta personagens que encaram situações em que a urgência de amar (antes que amanheça) é uma necessidade para a vida.Editora: MalêAno: 2021Idioma: PortuguêsISBN: 6587746292Dimensões : 5.6 x 1.1 x 21.1 cmDescrição: 140 páginas - brochura
No Brasil, a questão do preconceito racial é tão complexa que parece desafiar a própria objetividade dos números. Em uma pesquisa realizada em 1988, 97% dos entrevistados afirmaram não serem racistas, mas 98% deles declararam conhecer alguém que fosse. E nem mesmo as análises mais biológicas, que apostam num DNA fixo para a nossa pele parecem resistir à ambiguidade das relações sociais brasileiras, já que, como se diz popularmente, "preto rico no Brasil é branco, assim como branco pobre é preto". Nesse contexto, a determinação da própria cor se torna critério tão subjetivo que em questionário recente do IBGE, pautado na autoavaliação, foram detectadas mais de uma centena de colorações diferentes de pele.Em Nem preto nem branco, muito pelo contrário, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz revela um país marcado por um tipo de racismo muito peculiar - negado publicamente, praticado na intimidade. Para isso, volta às origens de um Brasil recém-descoberto e apresenta ao leitor os primeiros relatos dos viajantes e as principais teorias a respeito dos "bárbaros gentis", desse povo "sem F, sem L e sem R: sem fé, sem lei, sem rei", teorias estas fundamentais para o leitor moderno entender a complexidade de uma nação miscigenada e com tantas nuances.Passando pelos modelos deterministas raciais de finais do XIX, pelas teorias de branqueamento do início do século XX, depois pelas ideias da mestiçagem dos anos 1930, ou de estudos que datam da década de 1950, que queriam usar o "caso brasileiro" como propaganda, pois acreditava-se que o Brasil seria um exemplo de democracia racial, a autora nos mostra que, por trás do mito da convivência pacífica e da exaltação da miscigenação como fator determinante para a construção da identidade nacional, na prática, a velha máxima do "quanto mais branco melhor" nunca foi totalmente deixada de lado.Se por um lado a autora traça um panorama histórico, por outro joga luz sobre as sutilezas perversas do cotidiano. Seja na literatura, como no conto de fadas "A princesa negrina", em que os pais desejam ver a sua filha negra transformada em garota branca, seja na boneca loira como modelo de beleza, é também nos detalhes que a ideia de uma nação destituída de preconceitos raciais cai por terra. Com um texto engenhoso e claro, este ensaio, mais do que propor análises conclusivas, convida o leitor para uma grande reflexão sobre a questão racial no país.Editora: Claro EnigmaAno: 2013Idioma: PortuguêsISBN: 9788581660233Dimensões : 13.50 X 21.00 cmDescrição: 152 páginas - brochura
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