A história das irmandades religiosas no Brasil colonial abre uma janela para a compreensão de identidades, alianças, conflitos e tensões que permeavam a sociedade escravista. Este livro examina especialmente a formação das irmandades de pardos na América portuguesa.
Em Candomblé de keto (alaketo), o babalorixá Ominarê apresenta uma visão abrangente deste culto amplamente difundido em nosso país, explicando praticantes sobre shiré, a kura, o ebó, o bori, entre outros tantos procedimentos, e ainda a maneira correta de saudar cada um dos orixás.
Com duas obras em uma, Fausto Antônio apresenta narrativas construídas para cativar o público infantojuvenil. Lançando mão de universos diferentes, em Memórias dos meus Carvoeiros e No reino da Carapinha o autor entrelaça os fios que se tecem em ambas: identidade negra, tradição oral, cultura afro-brasileira e análise crítica da sociedade.
O livro é composto por trabalhos que afirmam a importância da luta quilombola e apresentam reflexões sobre o contexto educacional brasileiro e a luta territorial, tópico de constantes disputas. As epistemologias quilombolas apresentadas evidenciam as existências múltiplas que lutam por respeito e direitos que deveriam ser básicos. Os textos são fruto da I Jornada Nacional Virtual de Educação Quilombola, evento que foi uma parceria entre...
“Este livro aborda o tema das formas ameríndias da política, a partir de uma etnografia do grande ritual mortuário que os povos do Alto Xingu realizam em memória de seus chefes – o famoso Quarup. Partindo de uma pesquisa entre os Kalapalo, falantes de uma língua karib daquela região, o livro discute os múltiplos sentidos da política e do ritual na vida desse povo, atravessando...
Couro imperial é a crônica das ligações perigosas entre gênero, raça e classe que deram forma ao imperialismo britânico e à sua sangrenta desmontagem. Cobrindo o século entre a Grã-Bretanha vitoriana e a luta pelo poder na África do Sul, o livro trata da complexa relação entre raça e sexualidade, fetichismo e dinheiro, gênero e violência, domesticidade e mercado imperial, e analisa a influência do...
José de Seixas Magalhães era um comerciante pouco comum no Rio de Janeiro do século XIX. Dedicava-se à fabricação e comércio de malas e sacos de viagem na Rua Gonçalves Dias, no Centro, onde já utilizava os mais modernos recursos tecnológicos. Seixas possuía uma chácara no Leblon, onde cultivava flores com o auxílio de escravos fugidos. Ele ajudava os fugitivos e os escondia com a...
Em Princesas Guerreiras a autora reconta histórias de várias partes do mundo e mostra que, em diferentes culturas, a mulher toma as rédeas de sua vida sem submissões, mostrando força, coragem, autonomia, e escolhendo seus próprios caminhos. Oyá, Jingu, Mãe do Ouro, Brunhilde, Artemis, Yennenga… Mulheres que nos mostram que a força que realmente nos define é a que move nossas decisões.
No dia 11 de fevereiro de 2005, faleceu um dos homens mais marcantes da história afro-americana dos últimos cinquenta anos: Baba Oseijeman Adelabu Adefunmi I, “rei dos yoruba da América”. Nascido com o nome de Walter King em 1928, em Detroit, militara no seio do movimento nacionalista negro no início dos anos 1950. Seu sonho de reatar com uma cultura e uma ética africanas, a...
Nada mais complicado ou mais rico do que experimentar o diálogo entre pessoas de países diferentes, mesmo que tenham a língua portuguesa como ponto em comum. Os vivos, o morto e o peixe-frito é uma peça com treze personagens de origem lusófona: Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, todos dentro de um mesmo prédio em Portugal. O premiado escritor angolano...
O abolicionismo, importante movimento social no Brasil do século XIX, foi muitas vezes visto pela historiografia como resultante da ação de homens de sentimentos humanitários, que teriam tido a glória de resgatar os pobres negros do cativeiro. Na contramão dessa memória, este livro evidencia que, em São Paulo, se o abolicionismo ganhou força e substância a partir da atuação de juízes e advogados como Luiz...
Luiz Gama, Machado de Assis, José do Patrocínio e mais um grande número de gente livre “de cor” buscaram conquistar e manter espaços no debate público sobre os rumos do país, bem como atuaram na defesa da cidadania de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Indo de encontro às cotidianas práticas de “preconceito de cor” e “ódio de raça”, fizeram da atuação em jornais um...
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