“Tudo começou nessa época em que, adolescente, eu me perguntava a respeito do sobrenome que Papai Moupelo, o padre do orfanato de Loango, tinha me dado: Tokumisa Nzambe po Mose yamoyindo abotami namboka ya Bakoko. Esse longo sobrenome significa, em lingala, “Demos graças a Deus, o Moisés negro nasceu na terra dos nossos ancestrais”, e ainda está registrado em minha certidão de nascimento.”
Encantaria: contos afrolésbicos é pro bendo de ar fresco à medida que seu lançamero se torna parte da construção de um espaço literário, em que a negritude, o lesbianismo e a escrita literária convergem em uma intersecção centrada no sujeito afrofeminino, focada exclusivamente no prazer negro, no amor, na paixão erótica e na sexualidade. Em escala epistemológica, o processo de produção literária é estratégico, politicamen-te...
Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos, e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura até que abordamos às praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão fomos amarrados em pé e para que não houvesse receio de...
Os textos aqui reunidos buscam DENEGRIR a história ao fazer emergirem conteúdos que foram esquecidos, silenciados ou tratados de forma equivocada. Por isso, procura provocar uma reflexão acerca das questões abordadas num contexto de seriedade, dores, alegrias e realidades. Contudo, sem perder a leveza, traz as vivencias do autor frente ao mergulho intenso na luta antirracista em suas duas décadas enquanto um ativista do movimento...
O que começou com um depoimento para uma tese de doutorado sobre a instituição do conceito de patrimônio cultural no Brasil com a Constituição de 1988 se abriu para questionamentos muito mais profundos, na raiz da própria vida do planeta, e tornou-se uma fraterna amizade entre os dois autores. Neste livro, eles dialogam em três textos e apresentam um enfrentamento à monocultura simbólica que as...
Esta Antologia é água, mar, chuva, mar de rosas, torrente… As palavras já escaparam e chegaram até aqui para te convidar a iniciar a leitura, a mergulhar, a se lambuzar, a desfrutar gota a gota, da maravilha que somos com elas… As Quilombellas…
Neste ensaio, invoco a noção de brutalismo para descrever uma época dominada pelo pathos da demolição e da produção, numa escala planetária, de reservas de obscuridade. E de dejetos de todo tipo, restos, resquícios de uma gigantesca demiurgia. Não trataremos de fazer a sociologia ou a economia política da brutalização, muito menos de traçar-lhe um quadro histórico. Tampouco abordaremos a violência em geral ou as...
O novo livro de Lande anuncia as maturidades do poeta, que sem pressa ou agonia, carpinta cada poeminha com o melhor de si, do que viu/viveu até aqui, como o feiticeiro de ritmos cantados, tocados e escrevinhados que é. Acostumado a refazer novos quilombos nos Engenhos Velhos, o poeta Lande esculpe, com propriedade e sabedoria-para em seguida matizar a sua poesia – as palavras consagradas...
Este livro, na linguagem de um jornalismo-literário tipicamente baiano, retrata as heranças e dessemelhanças entre Luanda e Salvador, cidades fêmeas, filhas das águas, captadas no Cacimbo de 1998: Angola é avó da Bahia e dengo tem origem banto-quimbundo. São quase reportagens, quase poemas, como assim se mostra imbondeiro (Baobá) – árvore símbolo de Angola, de raízes profundas, tronco largo e ramagem rala.
Se quer ser escritor, se esforce e encontre seus caminhos. O garotinho seguiu o conselho do mestre. Tentou ser jornalista, mas virou um bibliotecário maluquinho, que continua a contar histórias, como a da sua colega “Uma bibliotecária maluquinha”.
Bença, mãe! Estou vivo. Lutando pra viver, mas estou bem. Obrigado pelo castigo, não foi um quarto escuro, foi uma escada. Ass. seu filho que lhe ama, Estevão
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