Filosofia Descolonial do Candomblé Nago propõe um mergulho nas trocas culturais e as ressignificações teológicas, geradas pelo sincretismo, que moldaram essa rica tradição. O livro vai além de questões religiosas e analisa influências que vêm de diversas fontes: afro-islâmicas, afrocatólicas, inter-africanas e afro-indígenas, tanto antes quanto depois da diaspora. Mais do que isso, o texto também mostra como o racismo e o etnocentrismo afetaram a...
Qual o papel dos museus nos dias de hoje? Em um mundo em que a desigualdade se aprofunda, em meio a crises políticas e ambientais, como combinar novas abordagens de curadoria, engajamento de público, tecnologia, inclusão e aprendizagem para expandir o papel da arte e da cultura na sociedade?
Zicartola: Política e samba na casa de Cartola e D. Zica conta a história do lendário Zicartola, casa de samba pioneira de Cartola, grande sambista da Mangueira, e sua esposa, dona Zica, cozinheira e antiga pastora da verde e rosa. Em menos de dois anos funcionando em um sobrado da rua da Carioca, nº53, entre os anos de 1963 e 1965, o ambiente criado pelo...
Trata-se de um discurso que emerge quando as mulheres se definem pelo que são e não pelo que lhes é imposto. Esta língua sempre foi falada na África, continente que deu origem a dinastias de “grandes realezas”, contradizendo assim a postura de vitimização de um certo ativismo ocidental.
onvidada da Flip 2022, a antropóloga argentina Rita Segato reúne neste livro uma série de ensaios que atravessam os temas que fizeram de seu pensamento uma referência internacional. As relações de poder e opressão, os efeitos da violência colonial e patriarcal, as lutas feministas, a crítica ao eurocentrismo e à problemática dos direitos humanos no mundo contemporâneo são algumas dessas questões abordadas em textos que...
Este trabalho nasce do desejo de debater e refletir a experiência de ser mulher negra na sociedade brasileira , considerando as mulheres racializadas do mundo inteiro. Como veremos adiante, ser mulher negra implica uma nomeação que vem de um outro para o sujeito negro/negra e marca a maneira como esse sujeito será tratado e considerado pelos não negros.
A perspectiva decolonial é uma das mais atuais e contestadoras linhas do pensamento feminista contemporâneo, reivindicando a desconstrução de leituras hegemônicas sobre a mulher e o discurso de feministas oriundas dos países historicamente dominantes. O livro reúne trabalhos de 22 autoras que dimensionam essa fundamental contribuição para o debate atual.
“Chega ao Brasil o pensamento feminista radical de Andaiye. Fruto da geração de ativistas negras latino-americanas e caribenhas, a pensadora guianense se soma ao seleto conjunto de autoras do Atlântico Negro que esbanjou suas grandes intelectuais, radicalmente democráticas e críticas ao eurocentrismo nas Américas. Andaiye é uma pensadora da mesma safra de Angela Davis, Lélia Gonzalez, Audrey Lorde e Beatriz Nascimento, intelectuais de dimensão pública...
Contarei aqui a história da minha passagem de mulher gorda, lutando com muita raiva e ódio, para poder existir e ser aceita socialmente, à mulher pesquisadora, gorda, ativista, feminista, que entende que essa padronização é estrutural e causa muita tristeza e raiva, mas que, através do conhecimento, pôde mudar muita coisa, começando por mim mesma.
“As empreendedoras brasileiras, mesmo quando por necessidade familiar, são criativas e incansáveis e necessitam de muita ajuda e troca de informações. Nessa área, a Rede Mulher Empreendedora e o Instituto RME realizam com grande generosidade o compartilhamento de conhecimento. Este livro tem um importante papel nessa trajetória, pois apresenta, de maneira didática, sua rica análise sobre o empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo,com perfis...
Neste ensaio inédito, baseado em larga pesquisa e em uma série de entrevistas, Heloisa Buarque de Hollanda analisa o papel das mulheres em campos chave da cultura brasileira, como a literatura, o cinema novo e a MPB, entre os anos 1950 e 1980, evidenciando atuações pioneiras de artistas que fizeram o feminismo avançar, mesmo sem, muitas vezes, se dar conta dessa fundamental atuação. Afinal, é...
Nenhum momento poderia ser mais propício para o lançamento deste livro, escrito pelas companheiras Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser. É um manifesto, uma provocação, um chamado à luta feminista anticapitalista, ecossocialista, antirracista, internacionalista. Este manifesto é um instrumento a serviço das lutas das mulheres que sofrem cotidiana- mente no corpo a barbárie que sustenta o capitalismo. Da nossa radicalidade depende a própria sobrevivên-...
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