Marchar não é caminhar, é o resultado da tese de doutorado que levanta e analisa as interfaces políticas e sociais das religiões de matrizes africanas no Rio de Janeiro, contra os processos de intolerância religiosa e o racismo no Brasil, entre 1950 e 2008. Com esta pesquisa, o Babalawo Ivanir dos Santos (@babalawoivanirdossantos ) se credenciou como doutor em História Comparada pela UFRJ, em maio...
O Livro é um estudo de romances de autoras negras brasileiras (1859-2006) que fala de memórias, resistências e existências recriadas. É um trabalho a ser lido a partir de várias perspectivas, por exemplo: a perspectiva da insurgência das escritoras; a agência das pessoas negras nos mais adversos contextos; modos como mulheres negras interpretam e interpretaram histórias do país; a insistência da sociedade brasileira em manter...
“O ponto de partida dessa análise é o conjunto de documentos Preto, nomeado desse modo pelo próprio Mário de Andrade e descoberto pela autora nos arquivos do IEB-USP em 2007. Esse material, composto sobretudo de notas de trabalho, que atestam leituras e comentários, reunido entre o fim da década de 1920 e a morte do modernista, em 1945, abrange aspectos culturais, históricos e antropológicos relacionados...
Todos os artigos de leitura sobre Etnicidades nos deixam escutar pisadas fortes no chão de (im) possibilidades que é a vida acadêmica, mostrando a agência de negros e negras em ambientes educativos que contam histórias que só poderiam sair de bocas negras. O conjunto dos títulos traz corpos na escrita, mãos que certamente, trazem para a roda negra de orientandas, orientandos, orientandes que, ao longo...
A trança começou na minha vida ainda adolescente. Eu tinha certeza que esta arte de trançar, de entrelaçar, mudaria não só a minha vida como também outras vidas. As tranças são gomos de correntes que sai de dentro da gente para criar, para crescer, para liderar. A trança é um empoderamento aonde a mulher negra tem sua coroa ancestral. Negra Jhô
Ziza mora com sua mãe, sua avó e sua bisa. Quatro mulheres. Uma casa cheia de histórias, café da manhã compartilhado, pedaladas ao vento e livros que guardam memórias. Entre afetos e ancestralidades, Ziza descobre que morar é muito mais que dividir um teto. É dividir raízes. É continuar histórias. É aprender quem somos para inventar quem seremos. E você? Mora com quem?
Lendas! Quem nunca se encantou com uma boa história de mistério e fantasia? Elas são uma parte importante da cultura de cada país e são compartilhadas por pessoas de todas as idades. O que torna as lendas tão especiais é a forma como elas misturam fatos e imaginação, criando histórias que são ao mesmo tempo divertidas e intrigantes. E, como elas são passadas de geração...
Mukalê é uma história para aprender e inspirar. Uma trajetória de fé, compromisso religioso, social, cultural e de afeto. Um legado que gera mudança e transformação social em nossa região. Contar e reconhecer seu legado é um elemento de inspiração, identidade, vínculo, pertencimento e importante fonte historiográfica, para preservação da memória local.
Esta coletânea, que é também uma forma de aquilombamento, compõe um mosaico humano e literário, rico e diverso, apresentando contos, crônicas, poesias, cordel e canções. São mulheres, homens e travesti. Contistas, cronistas, slammers, compositores, poetas e cordelista. Povo de terreiro, quilombola e ativistas do Movimento Negro e Lgbtqiapn+. São escritores, intelectuais negros e suas narrativas singulares. Aqui você encontra 21 textos escritos por escritoras e...
“Prosa ricamente poética, que retrata referencias importantes da contribuição cultural e histórica do povo yorubano para o nosso país. Esta obra, nitidamente tecida a quatro mãos, traz-nos as tramas e os enredos gritados, contados, sussurrados pelos nossos ancestrais através da confluência de caminhos. Em seus capítulos, percebemos como a escrita forte, contundente e repleto de simbolismos do mestre da cultura popular e sacerdote tradicionalista Yorùbá...
“Um homem no buraco” é a adaptação ilustrada de um conto de Lucien Jean, lembrado por Antonio Gramsci em uma carta de prisão para sua esposa. Ao cair num buraco, o homem pede ajuda em vão, mas, ao sair sozinho, percebe que não foi tão difícil. Uma alegoria sobre a necessidade de pensar de maneira independente e buscar soluções por conta própria.
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