O primeiro livro da Coleção Juristas Negras, A justiça é uma mulher negra já traz em seu próprio título um caráter disruptivo. Confrontar a branquitude e a epistemologia ocidental estabelecida no universo jurídico é um ato que, por si só, confere identidade singular à criação das autoras, Lívia Sant’Anna Vaz e Chiara Ramos. Trata-se de uma obra multidisciplinar que coloca em diálogo o Direito, a...
O Racismo Nosso de Cada Dia – Crônicas foi escrito em 2020, em meio ao nascimento e crescimento da primeira filha do autor e à crise sanitária mundial a Covid -19. As crônicas se desenham como possibilidade de se pensar sobre as vicissitudes do existir e de se figurar, ainda que pela palavra literária, traços de outro estranho e possíveis para as crianças negras brasileiras....
“Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora em 1963, um ano antes do início do período ditatorial brasileiro (…) A estrutura do Caderno de retorno nos permite observar, no começo do poema, a referência à pele, que se desenvolve no decorrer das primeiras estrofes. Embora não se trate de uma estrofe como “Au bout du petit matin”, o elemento pele é visto no decorrer do texto e no final, num movimento circular que, ao se repetir, vai agregando significados, como a pedra no poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Normalmente vista como forma de identificação, de pertencimento do sujeito a um determinado grupo, geralmente classificável como branco, negro, indígena ou oriental, essa forma de identificação tem seu significado expandido no texto poético” Daviane Moreira e SilvaEditora: Ogums ToquesIdioma: Português
A Religiosidade no Conto Moçambicano – Teoria, História e Crítica, de Alberto José Mathe, é uma obra que analisa a narrativa moçambicana produzida no período pós-independência. Nesse trabalho, o autor soube reinventar um debate que revitaliza a literatura e cultura moçambicanas, fugindo, para isso, das generalizações apaixonadamente periféricas de natureza (trans)étnica, (trans)local e (trans)nacional. Podemos afirmar que a religiosidade e o conto configuram um...
Expõe-se como a literatura, a partir da experiência humana, foi utilizada pela autora Vera Duarte, como suporte no percurso de construção do espaço público na escrita da protagonista de A candidata (2012), a fim de viabilizar a emancipação desta personagem, que se tornou a primeira mulher candidata à Presidência de seu país, Cabo Verde. Assim, faz-se necessário compreender a discussão da trajetória política de gênero...
Esta edição especial, que celebra a trajetória literária do autor, reúne todos os contos já publicados e apresenta também textos inéditos ao público. Fábio Mandingo tem se consolidado como uma das vozes mais autênticas da literatura baiana contemporânea. Imperdível!
O livro é uma coleção de 17 contos africanos, coletados principalmente no início do século XIX, publicado originalmente em francês no ano de 1913. Os contos, pertencentes a diferentes grupos étnicos como Fula, Mandinga, Hauçá, Bambara e Uolofe além de fonte de conhecimento, nos permitem a descoberta de uma cosmovisão africana de maneira de maneira lúdica e ao mesmo tempo filosófica .
Meu nome é Luíza Mahim, Esse nome não está sendo inaugurado por mim. A mamãe me contou que ele pertenceu a uma mulher negra muito guerreira, da nação Jejê – Nagô, que lutou contra a escravidão no Brasil.
Este livro Diálogos Contemporâneos sobre homens negros e masculinidades provavelmente seja um dos mais instigantes do “gênero negro masculino”. A dupla organizadora tem quilometragem de estrada sobre relações raciais e gênero masculino. Henrique Restier e Rolf de Souza conseguiram montar um time de primeira, o plantel foi habilidoso para fazer um dos debates mais difíceis da sociedade brasileira: o lugar do homem negro.
O livro africano sem título — Cosmologia dos Bantu-Kongo, do congolês Bunseki Fu-Kiau, um dos mais importantes acadêmicos e pesquisadores da cultura africana, condensa os princípios da cosmologia dos Bantu-Kongo, grupo étnico situado nas margens do Oceano Atlântico na África Ocidental. Com o amparo de figuras e diagramas, Fu-Kiau apresenta os ensinamentos, princípios, provérbios e a concepção de mundo que constituem esse sistema de pensamento,...
Esse é um livro escrito pela Mãe Flavia Pinto de hoje, onze anos depois de seu primeiro livro. Uma matriarca que compreende seu papel social como sacerdotisa, como socióloga e como, acima de tudo, líder de um quilombo urbano. Ciente das vulnerabilidades das religiões afro-brasileiras – que não possuem um órgão federativo qualificado que lhe ofereça, no mínimo, base para uma formação histórica, filosófica, teológica,...
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